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05 de ago | Jornal O Poder

AGORA É FINDI- Coluna Semanal - SEXTARAM com a gente...

O escritor XICO BIZERRA dando a receita para dias felizes. Para ele, o sábado é o melhor dia.

SÁBADO É DIA DE SER FELIZ
Deixem-me quieto em meu canto. Hoje é Sábado e Sábado não é dia de ficar triste. Amanhã, quem sabe? Ou na Quarta, talvez na Sexta. Mas hoje, não! Nem a Aspirina das 7 eu vou tomar! Ler Pessoa, ouvir Chico e ver Carlitos, sonhar e sorrir, é tudo o que vou fazer. Depois, sentir as flores, conversar com os passarinhos, passear de mãos dadas com minha mulher assistindo as brincadeiras e peraltices das ondas do mar de Candeias.

ENCONTRO COM MEUS ÍDOLOS
E, mais tarde, sol se pondo, encontrar Bernardo, Vinicius e Leonardo brincando no parque, comendo pipoca e andando de bicicleta, sorrisos nos lábios, nos deles e muito mais nos meus ... Não mexam no mundo: deixem-no girar e desliguem os rádios e TVs que moram aqui em casa. Escondam meus óculos: não quero ler jornais.

SEM CELULAR OU NOTEBOOK
Meu celular, descarregado, vai permanecer na mais recôndita das gavetas, juntinho do Notebook. Coloquem o cadeado na gaiola da tristeza, pendurem-na em inalcançável altura e joguem a chave na profundeza abissal dos mares. Hoje é Sábado e Sábado é dia de ser feliz. Se der tempo, depois, talvez, eu fique triste ...

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O advogado e poeta FELIPE BEZERRA homenageando personalidades da nossa cultura: Miró da Muribeca e Jô Soares.

MIRÓ
Um poeta
nunca morre,
se encanta.

Vai-se o corpo,
fica a obra,
que o representa.

Ainda mais,
se de afagos
e pontapés for feita.

De versos certeiros
sempre viscerais,
deixando feridas abertas.

Apunhalado almas
com rajadas e setas
de aforismos e metáforas.


Como a poesia inserta
no duro urbano concreto
de Miró da Muribeca!

Descanse em paz, poeta!

BEIJOS, GORDO.
Morreu Jô.
Ator, diretor, apresentador,
mas, sobretudo,
mestre do humor.

Jô também foi escritor,
que a muitos encantou
com seu Getúlio, com seu Xangô.

Morre o artista,
a obra permanece viva,
que se eterniza,
tatuando nos rostos sorrisos.

Em tempos de tragédias,
guerras, pandemia e depressão.
Jô nos deixa importante lição.

A vida é uma tragicomédia,
em que a arte e a diversão
são pilares de uma grande nação.

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