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04 de ago | Jornal O Poder

BALANÇO DOS PLANOS - Com a CNN Brasil - CUSTO DOS PLANOS DE SAÚDE

Despesas com clientes representaram 86% dos R$ 286 bilhões de faturamento das operadoras de saúde brasileiras em 2021, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

LUCRO PEQUENO OU PREJUÍZO
Para a Hapvida, o maior plano de saúde do país em número de usuários pagantes, sobrou R$ 500 milhões — ou cerca de 5% — dos R$ 9,8 bilhões de faturamento registrados em 2021. No caso da NotreDame Intermédica, o plano de saúde registrou prejuízo de R$ 171 milhões no ano passado.

OPÇÃO PELA VERTICALIZAÇÃO
Com as despesas consumindo uma fatia larga da receita, muitas dessas companhias estão adotando um modelo de negócios conhecido como verticalização.

HOSPITAIS PRÓPRIOS
A verticalização é o processo dessas operadoras de saúde de adquirir seus próprios hospitais, laboratórios e outras instituições de saúde. Ou seja: em vez de apenas pagar os boletos que recebe dos clientes via convênio médico, agora as empresas estão buscando também ser donas desses negócios.

MAIS CONTROLE DOS GASTOS
Assim, o plano de saúde passa a ter controle sobre os próprios gastos — antes terceirizados — e, teoricamente, pode enxugá-los para manter a sustentabilidade financeira.

Postado em www.opoder.com.br