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22 de jun | Hylda Cavalcanti

CPI da Petrobras - Investigação sai ou não sai?

Mesmo com o esvaziamento do quórum no Congresso por conta da viagem de muitos dos parlamentares para as festas juninas nos seus estados a partir de hoje, continuam as dúvidas sobre instalação ou não de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara para investigar a Petrobras e os constantes aumentos dos combustíveis no país.

RETIRADAS
Até o final da noite de ontem foram confirmadas 121 assinaturas de apoio à CPI – regimentalmente são necessárias 171 assinaturas. Mas esta manhã, deputados do PP começaram a pedir para retirar seus nomes do documento. Em reservado, já é tido como certo que eles acolhem com isso, a um pedido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) – um dos líderes do Centrão.

ESTRATÉGIA REVERSA
Conforme muitos parlamentares da base de Bolsonaro, independente do Centrão, já está menor o interesse na CPI faltando três meses para o início das eleições. Sem falar que os trabalhos em vez de colaborarem com o atual governo, podem funcionar como uma estratégia reversa, prejudicando os planos de reeleição do presidente. Pesam contra a instalação, também, declarações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de que a comissão seria uma medida “precipitada e sem cabimento”.

NEGOCIAÇÕES
Pacheco defende uma rodada de negociações com todos os setores, incluindo diretores da própria Petrobras, para que seja apresentado projeto no âmbito do Legislativo capaz de resolver a questão. “Temos ferramentas para isso sem a necessidade de uma investigação neste período do ano”, frisou. Apesar disso, os assessores do deputado Altineu Cortês (PL-RJ), autor do requerimento que pede a CPI e alguns parlamentares continuam insistindo na coleta de assinaturas.