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21 de jun | Hylda Cavalcanti

Despejo Zero - 142,3 mil famílias fora de casa até dia 30

Integrantes da campanha “Despejo Zero”, que envolve o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento Luta Popular, Brigadas Populares, União de Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) e Movimento de Lutas em Bairros, Vilas e Favelas (MLB) estão em polvorosa. Eles querem chamar a atenção para o prazo de suspensão das ações de despejo no país, que vai até o dia 30.

SUSPENSÃO
Depois desta data, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), proprietários ficam desobrigados de manter inquilinos inadimplentes. A suspensão das ações de despejo foi determinada judicialmente em 2020, em função da pandemia. Em 2021 o STF ampliou o prazo, mas negou uma segunda ampliação. Conforme dados do movimento, 142.385 famílias podem ser colocadas na rua – o que equivale a meio milhão de pessoas. Destas, 95 mil são idosos.

DIFICULDADES
O movimento argumenta que como a pandemia ainda não acabou e essas pessoas estão, em sua maioria, desempregadas ou possuem trabalhos informais, não conseguiram se recuperar economicamente dos prejuízos. “As mobilizações são importantes para a gente mandar um recado das ruas para o STF e tentar sensibilizar os ministros”, afirmou Benedito Barbosa, um dos coordenadores.

DESFECHO TRÁGICO
De acordo com ele, caso nada seja feita nem pelo Executivo nem pelo Judiciário, poderá haver um “desfecho trágico”, com despejos em massa no país. “A situação que se vive é como a de uma panela de pressão, prestes a estourar. Os autores das ações de reintegração de posse estão pressionando, os oficiais de justiça têm mandados para cumprir e, por outro lado, famílias imploram para não acontecerem os despejos. Pedimos um pouco de consciência social para o problema”, frisou.