Jornal O PODER

Seja bem-vindo ao Jornal O PODER

Política e Mercado

Notícias

13 de mai | Hylda Cavalcanti

Muita gente - Brasília: 3 milhões de habitantes

Criada para abrigar autoridades e servidores e ter cerca de 500 mil habitantes, Brasília conta hoje com uma população de 3,010 milhões de pessoas, 36 regiões administrativas e, como o restante do país, representa uma grande colcha de retalhos em termos de desigualdade. A última Pesquisa Nacional Por amostra de Domicílios do Distrito Federal (Pnad-DF), divulgada esta semana, surpreende porque mostra bem essa realidade nem sempre perceptível.

CLASSE MÉDIA BAIXA
Juntando toda a população, a maior parte é de classe média baixa, seguida pela classe baixa. Os salários, em média, são de R$ 6.517,82, embora a avaliação mude quando são observados apenas os dos moradores do Plano Piloto e dos Lagos Norte e Sul. Nessa média, o valor da classe alta, se computado todo o DF, fica perto de R$ 15 mil. Mas quando se fala só no Plano Piloto, são de R$ 14 mil e nos Lagos, de até R$ 30 mil. Entre as famílias de baixa renda, a renda média total de uma casa com cinco familiares é de R$ 2.644,96 (cerca de R$ 500 por pessoa).

PRETOS E PARDOS
Outras curiosidades nem sempre visíveis: No DF, a maioria dos moradores são pretos e pardos, quem mais conseguiu concluir o ensino superior pertence à classe alta e esta classe é também a usuária de 75% do total dos planos privados de saúde. As regiões com renda mais alta do DF também mudaram ao longo das décadas. Antes, eram Lago Norte e Lago Sul disparadas. Hoje, consistem também em Águas Claras, Jardim Botânico, Park Way, Plano Piloto e Sudoeste/Octogonal.

SETORES
As de renda média alta são Arniqueira, Candangolândia, Cruzeiro, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho, Taguatinga e Vicente Pires. Já as de renda média baixa são Ceilândia, Gama, Riacho Fundo, Samambaia, Santa Maria e Sobradinho II; e as de renda baixa, Brazlândia, Fercal, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Estrutural, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão. “Brasília não foi criada para ser assim, mas hoje reflete exatamente o Brasil, com todas as suas diferenças e defeitos”, avalia a pesquisadora Elisa Himmelstein.