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12 de mai | Hylda Cavalcanti

Privatização da Petrobras - Sachsida: elogios e protestos

Continua grande a expectativa em torno do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, sobretudo a defesa que ele fez da privatização da Petrobras e o fato de ainda não ter falado sobre redução do preço dos combustíveis. De ontem para hoje já foram feitos a ele elogios, protestos, pedido para que vá até a Câmara, bem como avaliação sobre sua fala e os aumentos constantes nos postos - neste caso, durante reunião entre secretários de Fazenda e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

CONFIANÇA
Por integrantes do Governo, ele foi elogiado como “pessoa de total confiança do presidente Bolsonaro, que fez um trabalho excepcional na economia” pela deputada Bia Kicis (PL-DF). Também teve sua atuação destacada pelo senador Carlos Viana (PL-MG) que considerou a troca na pasta “natural”. Já a entrega, por Sachsida, de um pedido para ser iniciado estudo sobre a privatização da Petrobrás ao ministro da Economia, Paulo Guedes, foi interrompido devido à interferência de manifestantes. Guedes encaminhou o documento para o Programa de Parcerias de Investimento (PPI).

GASODUTO
Na Câmara, a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim (SP), apresentou requerimento de convite ao ministro para que vá prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC). Sâmia disse que quer ouvir dele, principalmente, sobre denúncia de pressões que teriam sido feitas ao ministério relacionadas ao projeto de gasoduto, em tramitação na Casa. “Temos que saber a posição da pasta em relação a isso”, destacou.

ALTA DOS PREÇOS
No Senado, Rodrigo Pacheco conversou com secretários estaduais de Fazenda sobre alternativas que posam ser adotadas no Legislativo para conter a alta dos combustíveis. Disse que não vê “vilão nem mocinho na história” e cobrou maior participação de Estados, municípios e da União no debate. “Ninguém quer sacrifício, mas todos querem a colaboração de todos”, destacou. Ele também fez cobranças à Petrobras, ao dizer que “a companhia deve contribuir para a solução do problema”, mas descartou apoio à privatização.