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12 de mai | Josué Sena e outros autores

Cultura da Gente (Coluna semanal) - Textos de Josué Sena, Carlos Cavalcanti e Alberto Oliveira

RUA PRIMEIRO DE MARÇO (RUA DO CRESPO)

Esta rua é uma das primeiras do Recife. Antes da atual denominação chamava-se “Rua do Crespo” uma homenagem a um antigo morador, o português Manuel de Souza Crespo.

RUA DE NASSAU

Nela se localizava a bela casa que Nassau ocupou quando veio para Pernambuco e onde ficou até construir o seu Palácio das Torres. Essa casa chegou a instalar o PRIMEIRO OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO DAS AMÉRICAS, pelo astrônomo Georg Marggraf. O imóvel, curiosamente, era de propriedade do pai de Melchior, o dono do “Boi Voador”, mas isso é outra história.

O TRAJETO ANTIGO

Era como que o prolongamento da "Rua da Balsa", pois ali estava o ponto de embarque e desembarque dos barcos e da balsa, antes da construção da ponte.
Já registrada na planta de Barlaeus, aparece nos documentos subsequentes com a denominação de "Rua da Polé Velha". Mais tarde, tendo crescido para leste, tomou o nome de "Rua do Crespo". Como era de esquina, explica-se ter o nome servido, inicialmente, para que depois se chamou de "Rua do Queimado", e, finalmente, Duque de Caxias. No entanto, a conhecida Rua do Crespo é a que terminou por tomar o nome de Primeiro de Março, que ainda hoje conserva. A denominação atual foi provocada pelos próprios moradores, que solicitaram da municipalidade o crisma a fim de perpetuar os acontecimentos de Aquidabã, determinantes do término da Guerra do Paraguai, em primeiro de março de 1870.



AS PAREDES DE GOIANA

Josué Sena.
Desembargador. Poeta e Historiador.

VELHAS PAREDES (Poema)

Sim, as velhas paredes de Goiana,
Amigos, agem de modo diferente,
Não só escutam ensejos da semana,
Contam histórias da História da gente.

Sim. As nossas paredes, assinaladas
Pelo filtro do oportuno e do relevante,
Não são tímidas, medrosas, caladas,
Atentas, interagem com o tempo recente ou distante.

Que paredes de excelente memória!
Sabem e esmiuçam data,
O nome da rua, o que comemora,

O que evoca, quem recorda, o que retrata.
Acervo imóvel onde Goiana mora,
O que vê, ouve, anota, comenta e relata.

IDENTIFICAÇÃO (História)

Por recente iniciativa do Instituto Histórico Arqueológico e Geográfico de Goiana, e custeio por doações, dezenas de ruas da cidade de Goiana, notadamente as centrais, contam com vistosos painéis cerâmicos em suas paredes. Neles constam, em resumo, dados históricos e biográficos que explicam o nome oficial e/ou popular às ruas dados. O objetivo é o de instruir e motivar o leitor, goianense ou visitante, a aprofundar-se, além de na História do Brasil, no conhecimento da História e tradições e personagens da cidade de idade colonial, testemunha e briosa participante dos movimentos libertários que ocorreram em Pernambuco, ao longo dos séculos.
Como exemplo, abaixo, o painel da Rua do Rio.
A redação dos textos, oriundos de alentada pesquisa, compete à comissão “Paredes que contam histórias” do instituto referido, da qual este autor faz parte.



A PELE DA MINHA AMADA – ESTROFE - Autoria: Alberto Oliveira

As flores das nove horas
Branca, amarela, encarnada
Perdem para a maciez
Da pele da minha amada...