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27 de jan | Magno Martins

Política - Coluna de Magno Martins - Recife rejeita João

A pesquisa do Opinião sobre a avaliação da gestão João Campos, prefeito do Recife, postada com exclusividade, hoje, no meu blog, aponta um quadro sombrio para quem se apresenta na mídia como reformador. Mais da metade dos recifenses acha que ele faz um pior igual ou pior do que o seu antecessor Geraldo Júlio, apontado, no mesmo levantamento, como o mais rejeitado de todos os ex-administradores da cidade, ao lado do petista João da Costa, ambos com 15%.

CAOS DA SAÚDE
Quando a avaliação é feita pelos índices de bom e ótimo, João Campos não alcança sequer 40%. Tem exatos 35% ante 19% de ruim e péssimo. Apresentado no início da pandemia como o prefeito referência no combate ao quadro que assola o País na área sanitária, para quase metade dos recifenses, ou seja, 43%, a situação da saúde piorou ao longo dos últimos 12 meses, enquanto 34% disseram que continua tão ruim quanto na era Geraldo Júlio.

FOME ESCANCARADA
Quando é feita a pergunta se a desigualdade se reduziu ou aumentou na gestão atual do Recife, 42% disseram que aumentou, 42% afirmaram que continua igual e apenas 12% disseram que foi reduzida. Traduzindo: nada relevante na cabeça dos eleitores que ele possa ter feito para reduzir a fome.

ZERO DE MOBILIDADE
Entre os entrevistados, 43% disseram que os morros continuam sendo tratados da mesma forma, inadequada, 25% afirmaram que piorou e apenas 20% acham que melhorou. Na questão das palafitas, 40% disseram que não houve nenhuma mudança, 24% afirmaram que piorou e 22% avaliaram que melhorou. Para 39% dos entrevistados, não houve nenhuma mudança na mobilidade urbana, 33% disseram que piorou e apenas 24% acham que houve alguma melhora.

INEXPERIENTE
Um dado que chamou atenção na pesquisa é a opinião do recifense em relação ao fator experiência de gestão. Quase metade dos entrevistados disseram que acham o prefeito inexperiente e 40% afirmaram ser experiente, enquanto 10% não responderam. Outro item preocupante para o prefeito está no discernimento da população quanto ao futuro do Recife. Dos entrevistados, 48% disseram que a cidade está parada, sem grandes obras e investimentos, enquanto 31% disseram que a cidade está andando para frente e outros 18% acham que está andando para trás.